Cachorro-quente é uma comida típica dos Estados Unidos, em que se coloca uma salsicha ou mais dentro de um longo pão sovado.
Nos EUA, o preparo típico do cachorro-quente é com o molho agri-doce picles, à base de pepino (em inglês: relish), mostarda e ketchup. Também são bastante utilizados o chucrute (repolho azedo) e o chili, espécie de massa de feijão com carne moída picante. No Brasil, a forma de se fazer o cachorro quente depende da região do país, sendo o picles não tão populares.
No estado de São Paulo, por exemplo, se come com purê de batatas e no Rio de Janeiro com ovos de codorna. Em geral acompanha-se o cachorro-quente com maionese, ketchup, mostarda, molhos à base de tomates (quentes ou frio), Pimentão e cebola ou ainda outros ingredientes como batata palha, ervilha, milho, purê de batata, bacon, requeijão, farofa, entre outros.
Em Porto Alegre, RS, o “Cachorro-Quente do Rosário” tem esse nome por conta de uma carrocinha que se localiza na frente do tradicional colégio e que gerava longas filas ao longo da noite atraindo os apreciados da iguaria vindos de todos os cantos da cidade. Também é famoso o “Zé do Passaporte”, que fica ao lado do mercado do Bom Fim. Foi o primeiro a fazer um cachorro-quente de grandes proporções na cidade e, nos anos 1960 o seu “trailer” virou tradicional ponto de encontro do fim de noite boêmio.
Na cidade de São Paulo, no estado homônimo, um dos mais famosos é o “cachorro-quente da USP”, vendido por uma série de carrocinhas espalhadas pelo campus. Merece destaque o “Da Reitoria”. Nessa barraquinha um cachorro-quente é produzido em menos de trinta segundos com maionese, mostarda, katchup, milho, ervilha, queijo ralado, batata palha e purê de batata que é utilizado como “blindante” do sanduíche, cuja aparência final é a de uma bola de futebol americano comestível.
Na cidade do Rio de Janeiro, RJ, um dos mais antigos e ainda existentes é o Geneal, cachorro-quente tradicional popular nos anos 1960 e 1970. Tratava-se de carrinhos de uma empresa carioca que vendia cachorros-quentes e refrigerantes na orla da praia. Eles também vendiam no Estádio do Maracanã. Era um sanduíche bastante simples: apenas o pão (pequeno), a salsicha e o molho de mostarda. Um apelo especial era o saquinho de plástico que continha o pão e que dava uma imagem de higiene e frescor. Os carrinhos da Geneal sumiram por vários anos mas recentemente retornaram.
Hoje a empresa atua em modelo de franquia. Atualmente, a forma mais popular de cachorro-quente feito na rua é o podrão. Em geral vendidos em carrocinhas ou mini-vans adaptadas. Também na cidade do Rio de Janeiro, o “cachorro-quente de forno” do Aeroporto Santos Dumont merece alto destaque. É feito com pão levemente adocicado recheado com salsicha, maionese, pimentão e coberto com queijo parmesão. Na baixada fluminense, o hot dog é feito com: pão de hot dog, salsicha ou lingüiça fina (a escolha do cliente), vinagrete (tomate, cebola e pimentão), ervilhas, queijo parmesão ralado, azeitona verde, molhos (ketchup e mostarda).


























































